Esta página apresenta o relato de caso de Batsev, Dobrokhotova e Cham, publicado em 2016. Os autores descrevem um resultado com Curaderm BEC5 em um carcinoma basocelular recidivante. Relato individual não estabelece uma taxa geral de cura, superioridade sobre cirurgia ou indicação para qualquer lesão.
Diagnóstico, subtipo, localização e recorrência influenciam a decisão clínica. Uma melhora visual não substitui a avaliação do controle tumoral. Para as opções terapêuticas, consulte o resumo do NCI sobre tratamento de câncer de pele. O conteúdo do relato a seguir deve ser lido como descrição dos autores, não como orientação de aplicação por conta própria.
Batsev AF 1 , Dobrokhotova VZ 1 e Cham BE 2 *
1 N.N. Blokhin Russian Cancer Research Center da Russian Academy of Medical Sciences, Moscow, Russian Federation
2 Australasian Medical Research, Port Vila, República de Vanuatu
* Autor correspondente: Bill Cham, Australasian Medical Research, Port Vila, República de Vanuatu, Tel: + 678-7750987, E-mail: bill.cham@gmail.com
Clin Med Rev Case Rep , CMRCR-3-098, (Volume 3, Problema 3), Relato de Caso; ISSN: 2378-3656
Recebido : 24/02/2016 | Aceito: 26 de março de 2016 | Publicado: 28 de março de 2016
Citação: Batsev AF, Dobrokhotova VZ, Cham BE (2016) Creme tópico Curaderm bec5 trata um carcinoma basocelular recalcitrante. Clin Med Rev Case Rep 3: 098. 10.23937 / 2378-3656 / 1410098
Copyright:© 2016 Batsev AF, et al. Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da Licença de Atribuição Creative Commons, que permite o uso irrestrito, distribuição e reprodução em qualquer meio, desde que o autor original e a fonte sejam creditados.
Resumo
Batsev, Dobrokhotova e Cham publicaram, em 2016, um relato de carcinoma basocelular recidivante no nariz tratado com Curaderm BEC5. A formulação descrita contém glicoalcaloides de solasodina, principalmente solamargina e solasonina, a 0,005%. Os autores relataram regressão clínica em uma paciente previamente tratada por outras técnicas.
O interesse do caso está em documentar uma experiência específica. Ele não estabelece eficácia para qualquer câncer de pele, não demonstra superioridade sobre cirurgia e não permite calcular uma taxa geral de cura. A análise mais ampla das pesquisas está no guia Curaderm BEC5: estudos e evidências.
Palavras-chave
Carcinoma basocelular; relato de caso; solamargina; solasonina; Curaderm BEC5.
Introdução
Carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular são doenças distintas dentro do grupo dos cânceres de pele não melanoma. Um resultado em uma delas não deve ser automaticamente estendido à outra, ao melanoma ou a qualquer lesão que ainda não recebeu diagnóstico.
As decisões consideram subtipo, localização, profundidade, recorrência e condições da pessoa. O NCI descreve opções como excisão com avaliação de margens, cirurgia de Mohs, radioterapia e tratamentos locais em situações selecionadas. Não se conclui que todas essas abordagens sejam ineficazes porque uma paciente apresentou recorrência.
O relato de 2016 tem valor documental, mas sua comparação com tratamentos anteriores ocorreu na mesma paciente em momentos diferentes. Isso não equivale a um ensaio que distribui participantes aleatoriamente entre alternativas e acompanha resultados de forma comparável.
Relato de caso
Uma mulher de 78 anos foi encaminhada para consulta por apresentar um tumor de 2 cm de largura e vários mm de profundidade na ponta do nariz (Figura 1 (a)). O paciente tinha história de CBC tratado com remoção cirúrgica seguida de laser e terapias fotodinâmicas. A análise histológica de uma biópsia mostrou a recorrência do CBC.

Figura 1: Um grande CBC refratário infiltrativo que reapareceu após três tentativas malsucedidas de terapias amplamente aceitas; (a) imediatamente antes do início da terapia com Curaderm BEC5 ; (b) 2 semanas; (c) 5 semanas; (d) 8 semanas; (e) 14 semanas durante a terapia Curaderm BEC5 . O tratamento foi interrompido com 14 semanas de terapia. Aparências de lesões tratadas; (f) 7 semanas; (g) 10 semanas após a interrupção do tratamento.
O paciente que teve este BCC recidivante optou por tratar a lesão com a formulação em creme Curaderm BEC5 .
Os autores afirmaram em 2016 que a formulação estava registrada na Federação Russa e em outros países. Essa afirmação é histórica; a página não confirma a situação regulatória atual em cada jurisdição.
Curaderm BEC5 contém os glicoalcalóides BEC consistindo principalmente de solamargina e solasonina [ 1 – 11 ] a 0,005% como uma formulação de creme tópico.
O creme foi aplicado 2 a 4 vezes ao dia sob curativo oclusivo (fita de papel micropore) até que a lesão regredisse clinicamente.
O paciente sentiu uma pequena picada transitória que durou até 15 minutos após a aplicação do creme na lesão. O paciente foi acompanhado após 10 semanas após o término da terapia.
A Figura 1 (a) mostra a extensão do BCC após terapias anteriores com falha, mas logo antes do tratamento com Curaderm BEC5 .
A lesão respondeu rapidamente ao tratamento e parecia maior em 2 semanas de tratamento (Figura 1 (b)).
Tratamentos contínuos mostram a evolução da lesão em 5 semanas (Figura 1 (c)), 8 semanas (Figura 1 (d)), 14 semanas (Figura 1 (e)), após o início da terapia.
O tratamento foi interrompido às 14 semanas. A Figura 1 (f) mostra a área tratada 7 semanas e a Figura 1 (g) 10 semanas após a conclusão da terapia.
Discussão
Regressão clínica e acompanhamento
As fotografias registram a aparência da lesão ao longo do acompanhamento. Uma mudança visual pode ser relevante, mas não informa sozinha se todas as células tumorais foram eliminadas. A confirmação e o seguimento dependem da avaliação dermatológica. Aumentar o tamanho de uma lesão não deve ser interpretado automaticamente como resposta favorável: piora, inflamação e outras possibilidades exigem investigação.
O resumo visual mostra imagens até dez semanas após o fim da aplicação. Na discussão do artigo original, os autores mencionam dez meses de acompanhamento sem sinais de recorrência. Esses intervalos não devem ser confundidos com os cinco anos citados para outros trabalhos. O caso não documenta cinco anos de seguimento dessa paciente.
Mecanismo não é taxa de cura
O trabalho discute mecanismos de apoptose e seletividade em pesquisas com glicoalcaloides. São explicações propostas para investigar a ação dessas substâncias. Não comprovam, isoladamente, ausência de dano em tecidos normais, eficácia em todo subtipo ou superioridade clínica. Tampouco a recuperação aparente da pele demonstra um mecanismo molecular específico.
Ao analisar uma promessa, separe três níveis: o mecanismo pesquisado, o resultado observado e a recomendação para outra pessoa. O primeiro pode ajudar a explicar o segundo, mas não torna o terceiro automático.
O ensaio clínico citado estudou Zycure
Entre as referências históricas está o ensaio de Punjabi e colaboradores, publicado em 2008. Ele investigou o creme Zycure com glicoalcaloides de solasodina, comparado ao veículo. Na análise por intenção de tratar, a resposta em oito semanas foi de 41/62 participantes (66%) no grupo ativo e 8/32 (25%) no comparador. O estudo avaliou uma preparação e critérios definidos.
É importante nomear o produto estudado: a presença de ingredientes relacionados não comprova equivalência entre qualquer formulação comercial. O comparador também não era cirurgia; por isso, o resultado não demonstra superioridade sobre Mohs ou excisão. Consulte o ensaio original e o guia relacionado para o conjunto da discussão.
Limitações deste relato
- Há uma paciente, sem grupo de comparação simultâneo.
- Resultados cosméticos dependem de avaliação e não foram comparados de forma aleatória com outra técnica.
- As terapias anteriores e a anatomia do nariz tornam o caso específico.
- Uma ausência de recorrência durante o período descrito não garante resultado permanente.
- Afirmações de registro em países feitas em 2016 não confirmam a situação regulatória atual em outro país.
Como interpretar a aplicação descrita
A frequência, o curativo e a duração apresentados no relato descrevem o que os autores fizeram, não uma instrução para reproduzir em casa. Não há base neste caso para determinar quando outra pessoa deve iniciar, continuar ou interromper um creme. Uma lesão no nariz ou perto dos olhos exige avaliação própria.
Para discutir uma opção com o dermatologista, leve o diagnóstico histológico, a lista de tratamentos anteriores e a identificação da preparação considerada. Pergunte como serão avaliadas a resposta, as reações locais e a possibilidade de persistência ou recorrência. Não use apenas fotografias para concluir que uma lesão desapareceu definitivamente.
Perguntas frequentes
Esse relato comprova que Curaderm cura todos os cânceres de pele? Não. Ele descreve um carcinoma basocelular recidivante em uma paciente. Outros diagnósticos e produtos exigem sua própria evidência.
O aumento inicial da lesão é sempre um bom sinal? Não. A interpretação apresentada pelos autores não deve ser aplicada automaticamente a qualquer piora.
O caso permite escolher um creme em vez de cirurgia? Não sozinho. A decisão envolve diagnóstico, risco e opções adequadas à situação. Uma recorrência após tratamento anterior não torna todas as alternativas equivalentes.
Conclusão
O relato documenta uma regressão clínica observada pelos autores e ajuda a formular perguntas de pesquisa. Seu alcance permanece individual: não estabelece cura universal, seletividade absoluta ou superioridade sobre tratamentos padronizados. Para o leitor, a informação útil é reconhecer o desenho do estudo e discutir opções com diagnóstico e acompanhamento adequados.
Contribuições descritas no original: AF Batsev e VZ Dobrokhotova supervisionaram o atendimento; BE Cham participou da análise e redação. O relato foi publicado em 2016, sob licença de atribuição Creative Commons. Esta página apresenta uma adaptação comentada, com o contexto clínico atualizado.
Saiba mais sobre Curaderm BEC5
Relatos de caso são úteis para documentar experiências clínicas específicas, mas devem ser interpretados junto com estudos de maior nível de evidência.
Para conhecer também o ensaio clínico randomizado e outras pesquisas envolvendo glicosídeos de solasodina, leia Curaderm BEC5: O Que É, Como Funciona, Estudos e Evidências.
Para informações comerciais e disponibilidade, consulte Curaderm BEC5 Original 20ml.
Referências do relato original e contexto atual
A lista abaixo reproduz a bibliografia histórica do caso. Ela inclui diferentes tipos de publicação; não deve ser lida como onze ensaios clínicos equivalentes. Para o documento original e o contexto terapêutico atual, consulte também:
- Cham BE (2013) Drug Therapy: Solamargine and other solasodine rhamnosyl glycosides as anticancer agents. Modern Chemotherapy 2: 33-49.
- Cham BE (2013) Inspired by Nature, Proven by Science. The new generation cancer treatment that causes cancer cells to commit suicide.
- Cham A, Cham BE (2015) Treatment of skin cancer with a selective apoptotic – inducing CuradermBEC5 topical cream containing solasodine rhamnosides. Internat J Clin Med 6: 326-333.
- Cham BE (2011) Topical Solasodine Rhamnosyl Glycosides Derived from the Eggplant Treats Large Skin Cancers: Two Case Reports. Internat J Clin Med 2: 473-477.
- Chase TR (2011) CuradermBEC5 for Skin Cancers, Is It? An Overview. J Cancer Therapy 2: 728-745.
- Cham BE (2013) Topical CuradermBEC5 Therapy for Periocular Nonmelanoma Skin Cancer: A Review of Clinical Outcomes. Internat J Clin Med 4: 233-238.
- Cham BE (2014) A Review of Solasodine Rhamnosides Therapy for in-situ squamous cell carcinoma on the Penis. Brit J Med & Medical Res 4: 621-631.
- Cham A, Cham K, Chase T, Cham, BE (2015) A standardized plant extract containing a target compound is acceptable as a potent therapeutic entity: relevance to BEC and solamargine, a topical clinical formulation CuradermBEC5. J Cancer Treatment and Research 3: 22-27.
- Cham BE, Cham K, Cham A, Chase T, Zhou V (2015) Treatment of non melanoma skin cancers: An intra-Comparison study of CuradermBEC5 and various established modalities. J Cancer Therapy 6: 1045-1053.
- Punjabi S, Cook LJ, Kersey P, Marks R, Cerio R (2008) Solasodine glycoalkaloids: a novel topical therapy for basal cell carcinoma. A double-blind, randomized, placebo-controlled, parallel group, multicentre study. Int J Dermatol 47: 78-82.
- Goldberg LH, Landau JM, Moody MN, Vergilis-Kalner IJ (2011) Treatment of Bowen’s disease on the penis with low concentration of a standard mixture of solasodine glycosides and liquid nitrogen. Dermatolog Surg 37: 858-861.
