Uma crise convulsiva pode assustar quem a presencia. A prioridade é proteger a pessoa e reconhecer quando chamar ajuda, não tentar interromper a crise com alimentos, chás ou suplementos. Algumas crises envolvem queda e movimentos involuntários; outras se manifestam como confusão ou perda de contato com o ambiente.
O que fazer durante a crise
Permaneça junto da pessoa, afaste objetos que possam causar ferimentos e marque o tempo. Se ela estiver deitada, vire-a delicadamente de lado quando for possível fazê-lo com segurança. Proteja a cabeça com algo macio e afrouxe roupas apertadas no pescoço.
Não segure os movimentos, não coloque objetos ou dedos na boca e não ofereça água, comida ou comprimidos até que a pessoa esteja plenamente desperta. Ela não precisa de um objeto para impedir que “engula a língua”.
Quando buscar atendimento de emergência
Peça ajuda se a crise durar mais de cinco minutos, se outra começar logo depois, se houver dificuldade para respirar ou despertar, ferimento ou ocorrência na água. Uma primeira crise também exige atendimento. No Brasil, o SAMU pode ser acionado pelo 192.
Pessoas com um plano de emergência prescrito devem seguir esse plano, com auxílio de alguém treinado. Isso não autoriza improvisar medicamentos de resgate ou doses encontradas na internet.
Avaliação e tratamento
Uma descrição dos sintomas não determina sozinha a causa. A equipe considera o histórico e decide quais exames são necessários. A conduta varia conforme o diagnóstico; ter uma crise não permite escolher por conta própria um tratamento para epilepsia.
Se já houver medicamentos prescritos, não interrompa nem altere doses sem orientação. Registre episódios, duração e sintomas observados para ajudar no acompanhamento. Vídeos podem ser úteis quando obtidos sem atrasar a assistência ou expor a pessoa a riscos.
Alimentos, vitaminas e CBD
Não há uma receita nutricional universal para tratar convulsões. Corrigir uma deficiência quando indicada é diferente de substituir o tratamento por vitaminas ou magnésio. O uso de CBD também depende da preparação e da indicação; a evidência de um medicamento específico não valida qualquer óleo vendido como natural.
Para entender essa distinção, veja CBD e crises epilépticas: formulações e cuidados.
