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Saúde e bem-estar

Vitamina A: o nutriente escarlate

15 de janeiro de 2021 applu 27 min de leitura
Vitamina A: o nutriente escarlate

Revisão editorial atualizada em 10 de outubro de 2026. A vitamina A é essencial, mas necessidade nutricional, tratamento de deficiência e segurança de suplementos são perguntas diferentes. Esta página mantém a discussão histórica e suas referências, com as conclusões práticas corrigidas. Para a discussão óssea, consulte vitamina A e osteoporose.

Necessidade e segurança da vitamina A durante a gravidez

Se você toma uma vitamina pré-natal, olhe no rótulo para ver se ela contém vitamina A (algumas marcas na verdade não contêm vitamina A), provavelmente indicará “de beta-caroteno ou carotenóides mistos”.

Quando você vir isso, pense em cenouras, batata-doce ou mamão, todos excelentes fontes do precursor da pró-vitamina A beta-caroteno. Você deve se lembrar de ter ouvido “coma suas cenouras – elas são boas para seus olhos”.

De fato, para muitas pessoas, comer frutas e vegetais laranja fornece beta-caroteno, que pode ser convertido em retinal para os pigmentos que absorvem luz na retina.

A vitamina A pode assumir uma das três formas no corpo humano – retinol, retinal e ácido retinóico – dependendo de seu nível de oxidação e finalidade.

O desenvolvimento embrionário normal depende do ácido retinóico para a expressão correta dos receptores nas células em diferenciação – isto é, para a transição de células-tronco indiferenciadas para células diferenciadas, como células cardíacas, ósseas e cerebrais.

Para que essa diferenciação ocorra, a vitamina A fornecida pela dieta deve estar disponível em formas e quantidades adequadas.

Embora seja essencial ao longo da vida para o crescimento, imunidade, manutenção do tecido epitelial, função pulmonar e visual, “a influência [da vitamina A] é particularmente crítica durante os períodos em que as células se proliferam rapidamente e se diferenciam, como durante a gravidez e a primeira infância.”

Estudos em animais e discussões históricas ajudaram a investigar a importância da vitamina A no desenvolvimento. Não demonstram que as mesmas alterações ocorram em toda gestação humana com ingestão abaixo da recomendada.

Não se pode atribuir uma malformação renal individual à ingestão materna de vitamina A sem investigação apropriada. A importância biológica do nutriente não comprova essa causa em um caso específico.

O papel da vitamina A na reprodução foi solidamente estabelecido. Mas as perguntas permanecem.

Qual é a quantidade ideal de vitamina A durante a gravidez? As mulheres estão recebendo o suficiente para sustentar a saúde de seus bebês? É possível obter muito?

Vitamina A Retinol
Vitamina A Retinal
Vitamina A Acido retinoico 1

Valores de referência e levantamentos históricos de ingestão

O NIH/ODS apresenta RDA de 700 mcg RAE/dia para mulheres adultas não grávidas e 770 mcg RAE/dia na gestação a partir de 19 anos; para gestantes de 14–18 anos, 750 mcg RAE/dia. Referências de grupos diferentes não devem ser intercambiadas.

A diferença entre recomendações não permite concluir que o valor para gestantes seja insuficiente. Críticas de autores individuais devem ser distinguidas dos valores de referência oficiais.

A ingestão adequada de 400 mcg RAE/dia para bebês de até seis meses é uma referência nutricional própria dessa idade. Compará-la diretamente com a RDA materna não estabelece deficiência na gestação nem indica um suplemento para o bebê.

A adequação nutricional depende do conjunto da alimentação. Uma quantidade fixa de frutas e verduras não garante, isoladamente, a ingestão de vitamina A de todas as pessoas.

No entanto, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos também afirmam: “óleos de fígado de peixe, fígado, gemas de ovo, manteiga e creme são conhecidos por seu alto teor de vitamina A [pré-formada]” 6

O limite superior para vitamina A pré-formada é 3.000 mcg RAE/dia a partir de 19 anos; para 14–18 anos, 2.800 mcg RAE/dia. Não é uma meta de consumo. Esses limites não se aplicam da mesma forma aos carotenoides alimentares.

A ausência de um limite superior estabelecido para beta-caroteno não significa segurança irrestrita de suplementos. Alimentos ricos em carotenoides e suplementos concentrados precisam ser diferenciados.

Resultados experimentais sobre metabólitos do beta-caroteno não demonstram que frutas e verduras sejam antinutrientes ou devam ser evitadas na gravidez.

Os dados de ingestão citados nesta seção são de levantamentos antigos dos Estados Unidos, com referência a 2007–2010. Não representam a prevalência atual de deficiência no Brasil. Ingestão estimada abaixo da EAR não é um diagnóstico individual.

EAR e RDA têm finalidades diferentes na avaliação nutricional. Uma distribuição de ingestão em um levantamento populacional não permite concluir que todas as pessoas abaixo de um valor estejam doentes.

A referência a 8.000 UI no rótulo da FDA corresponde a documentos antigos. Não deve ser usada como valor diário atual nem como orientação para escolher ou somar suplementos pré-natais.

Carotenoides com atividade de pró-vitamina A são fontes legítimas do nutriente, embora sua conversão varie. Não é adequado classificá-los simplesmente como vitamina A falsa.

O levantamento bioquímico do CDC citado é de 2012. Seus resultados pertencem à população e ao período estudados e não devem ser apresentados como uma medição atual.

O CDC estimou a prevalência de baixa vitamina A sérica entre as mulheres em 0,2 por cento, ou 317.000 mulheres americanas.16 No entanto, o CDC reconhece que: “Os valores de retinol erum nem sempre refletem o estado corporal total devido ao controle homeostático e, portanto, muitas vezes não são úteis para avaliar o status de vitamina A dos indivíduos. Testes adicionais podem ser necessários para confirmar a deficiência de vitamina A quando 20 mcg / dL é usado como limite. ”

Estudos históricos com subgrupos de baixa renda levantaram hipóteses sobre reservas de vitamina A. A seleção da amostra e o método de avaliação limitam a generalização.

Resultados de testes especializados em uma amostra não estabelecem que um país inteiro tenha deficiência endêmica nem justificam megadoses individuais.

Métodos como MRDR têm aplicações específicas em pesquisa e avaliação populacional. Não são uma orientação de teste ou de administração de vitamina A em casa.

A recomendação da OMS para gestantes é específica de áreas com deficiência grave como problema de saúde pública, com objetivo de prevenir cegueira noturna; não se estende automaticamente a toda gestante.

A OMS restringe sua recomendação de suplementação de vitamina A na gestação a áreas onde a deficiência é um problema grave de saúde pública, para prevenir cegueira noturna. Esquemas desses programas não devem ser convertidos em suplementação doméstica. Consulte a recomendação da OMS.

Altas quantidades no pós-parto foram estudadas em pesquisas históricas. A OMS não recomenda suplementação pós-parto de vitamina A para prevenir morbidade e mortalidade materna e infantil. A concentração no leite não equivale, por si só, a benefício clínico comprovado.

O fígado e a Vitamina A

Em 2015, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos definiu a ingestão de referência da população em 650 mcg (2170 IU) para mulheres não grávidas e 700 mcg (2333 IU) durante a gravidez.

Valores de referência de instituições diferentes podem usar métodos e períodos distintos. A cifra alemã citada pertence ao documento de 2013; não deve ser apresentada como prescrição atual universal.

Discussões históricas questionaram as restrições ao fígado na gestação. Essas opiniões não substituem a orientação atual do NHS: evitar fígado, produtos de fígado, óleo de fígado de peixe e suplementos com vitamina A pré-formada durante a gravidez, salvo orientação profissional apropriada.

O fígado é uma fonte concentrada de vitamina A pré-formada, mas não a única fonte alimentar. A avaliação da dieta deve considerar alimentos, fortificação, carotenoides e suplementos.

As diretrizes do Reino Unido e da Austrália afirmam que faltam evidências para apoiar a suplementação de rotina de vitamina A e que quantidades excessivas de vitaminas solúveis em gordura podem causar danos.

Eles vão além ao recomendar que mulheres grávidas evitem consumir fígado e produtos derivados.22,23,24

Uma porção semanal não pode ser declarada segura para todas as gestantes apenas pela média de consumo. Teor do alimento, preparação e ingestão de outras fontes variam.

Há pesquisas sobre variabilidade genética na conversão de beta-caroteno. Os resultados de uma amostra não demonstram que metade de todas as mulheres tenha deficiência nem estabelecem necessidade individual de suplementação.

Os pequenos estudos citados sobre conversão de beta-caroteno não estabelecem que 45% da população seja incapaz de obter vitamina A de uma alimentação adequada. Variabilidade entre participantes não é uma prevalência universal.

Além disso, a absorção de beta-caroteno e outros carotenóides pode ser bastante imprevisível – fatores alimentares e outras diferenças individuais podem afetar significativamente a biodisponibilidade, bem como a conversão em retinol.

A absorção varia conforme a forma, o alimento e outros fatores. A ficha do NIH informa estimativas de 75–100% para retinol e 10–30% para beta-caroteno alimentar, e não um máximo universal de 3% para carotenoides.

Os alimentos também variam amplamente na quantidade de carotenóides que contêm, devido às diferenças varietais, maturação, clima durante o cultivo, armazenamento, processamento e métodos de preparação.

Por exemplo, cenouras cozidas na gordura terão mais carotenóides absorvíveis do que cenouras cruas, e mais se forem purificadas.30 O beta-caroteno dos suplementos é muito mais facilmente absorvido do que o beta-caroteno dos alimentos.

É necessário evitar tanto deficiência quanto excesso. A possibilidade de ingestão insuficiente não elimina os cuidados com vitamina A pré-formada na gravidez.

Retinoides medicamentosos e vitamina A alimentar devem ser diferenciados, mas essa distinção não torna altas quantidades de retinol seguras na gestação.

Restrições a fontes muito concentradas de retinol na gravidez precisam ser interpretadas com a orientação de pré-natal, sem confundir uma dieta variada com consumo excessivo de fígado ou suplementos.

Fígado e óleo de fígado de bacalhau aparecem em hábitos alimentares e documentos históricos de várias culturas. Esse histórico não determina uma quantidade segura na gestação atual.

Não faz muito tempo que os livros que aconselham as mães sobre o que comer durante a gravidez colocam o fígado no topo da lista, não apenas para vitamina A, mas também vitaminas B1, B2, B6, B12 e proteínas.35

Um alimento conter vários nutrientes não garante que seja adequado a qualquer fase da vida. A procedência e o teor de vitaminas de um óleo de fígado de bacalhau precisam ser avaliados; sua presença nesta discussão não é recomendação pré-natal.

O programa britânico de 1941 faz parte da história da assistência nutricional. Não deve ser confundido com a orientação atual sobre suplementos na gravidez.

Materiais históricos listavam fígado entre alimentos ricos em ferro. Essa lista não deve ser adotada como orientação atual para gestantes.

A anemia exige investigação de sua causa. Não se deve substituir ferro prescrito por vitamina A nem presumir que toda anemia necessite de suplementação de vitaminas A e B6.

A afirmação anterior de que países administram megadoses com segurança a todos os recém-nascidos era inadequada. A OMS não recomenda suplementação neonatal rotineira para reduzir morbidade e mortalidade. Programas específicos e tratamento de deficiência exigem critérios próprios e equipe de saúde.

A ausência de um alimento em uma lista antiga não demonstra que ele seja recomendado ou seguro na gravidez. Avalie a orientação vigente, e não apenas a omissão em documentos históricos.

Associações entre estado nutricional e desfechos gestacionais não estabelecem que suplementar vitamina A previna cada complicação citada. Benefício de uma intervenção exige avaliação específica.

Uma alimentação adequada faz parte do cuidado pré-concepcional. Não garante ausência de malformações nem autoriza responsabilizar os pais por um diagnóstico da criança.

Todos os principais sistemas orgânicos se desenvolvem no início da gravidez, muitas vezes antes que a mulher saiba que está grávida.44 A sinalização da vitamina A é essencial durante o desenvolvimento de vários órgãos, incluindo olhos, cérebro, fígado, rins e coração.45,46

Relatos pessoais não podem demonstrar a causa de uma malformação. A narrativa anteriormente usada para atribuir refluxo vesicoureteral à alimentação materna foi retirada por não oferecer evidência causal.

Dados sobre retinol em grupos com intervalos curtos entre gestações não confirmam a hipótese de um relato individual. A interpretação depende do método, do contexto e dos critérios de deficiência.

Um curto período de tempo entre as gestações é um fator de risco para uma série de resultados adversos, incluindo prematuridade, baixo peso ao nascer e defeitos do tubo neural.

O estudo de Rothman

As críticas históricas ao estudo de Rothman não demonstram que 20.000–25.000 UI de retinol por dia previnam malformações ou sejam uma quantidade apropriada na gestação. A recomendação de consumo elevado foi retirada deste artigo.

Valores de rotulagem e recomendações citados em documentos de 1987–1995 são históricos. Não devem ser apresentados como a RDA atual ou como protocolo pré-natal.

A escolha de um pré-natal deve considerar sua composição e a avaliação profissional. Opiniões depreciativas sobre obstetras não constituem evidência de inadequação do atendimento ou dos produtos.

Recém-nascidos possuem características de armazenamento e metabolismo diferentes das de adultos. Reservas menores não significam que todos nasçam com deficiência clínica.

Vitamina A no recém-nascido e no prematuro

Prematuros podem ter necessidades nutricionais específicas, acompanhadas pela equipe neonatal. Isso não implica que todo bebê permaneça deficiente durante o primeiro ano nem estabelece suplementação doméstica.

No ensaio de 1999 em bebês de extremo baixo peso, a intervenção reduziu modestamente o desfecho combinado de morte ou doença pulmonar crônica; as taxas de mortalidade isolada foram semelhantes. Não é correto afirmar redução comprovada de mortalidade isolada ou extrapolar o protocolo a bebês a termo.

A transferência materna e a formação de reservas são temas de pesquisa. O acompanhamento do bebê considera idade gestacional, alimentação, crescimento e condições clínicas.

O estado nutricional da mãe pode influenciar a composição do leite. Uma associação não estabelece que mais retinol materno sempre produza um resultado infantil melhor.

A composição do leite varia com a fase da lactação e outros fatores. Essa variação precisa ser diferenciada de um diagnóstico de deficiência materna.

Correlações entre marcadores maternos, reservas fetais e crescimento são informações observacionais. Não demonstram que altas quantidades de suplementos melhorem esses desfechos.

Estimativas de uso de reservas não permitem calcular uma data universal de esgotamento para cada gestante.

Necessidades nutricionais variam com idade e condição clínica. Não é correto considerar as recomendações infantis quase iguais às de adultos em todas as idades.

A hipótese de esgotamento das reservas em duzentos dias não estabelece um prazo clínico individual. Depende de reservas, dieta, absorção e condições de saúde que não foram medidas nessa estimativa.

De acordo com um livro de nutrição médica, “por causa dos potenciais efeitos teratogênicos da exposição ao excesso de vitamina A pré-formada no primeiro trimestre, a suplementação de vitamina A em mulheres grávidas que não são deficientes não é recomendada”.

No entanto, esses mesmos autores acrescentam “mulheres com baixa ingestão de vitamina A ou estoques hepáticos reduzidos devem aumentar sua ingestão durante a gravidez para garantir que estoques adequados estejam disponíveis para o crescimento fetal rápido no final da gestação”.

Avaliando o status da Vitamina A

Avaliar o status de vitamina A é difícil.1 Medir as reservas hepáticas usando uma biópsia é considerado o padrão ouro, mas esse procedimento é altamente invasivo e, portanto, muito raramente usado.

Sintomas oculares ou cutâneos têm várias causas. Acne e inchaços na pele não diagnosticam deficiência de vitamina A nem justificam suplementação por conta própria.

A avaliação pode considerar alimentação, absorção e condições clínicas. Não exige classificar toda mulher como boa ou má conversora genética de beta-caroteno.

Testes de resposta à dose relativa são métodos especializados usados em pesquisa e avaliação do estado nutricional. Não se deve reproduzir seu procedimento ou interpretar um corte isolado sem supervisão.

Este teste foi usado para avaliação da população, mas parece ser incomum em ambientes clínicos.59

Retinol sérico é um dos exames utilizados na avaliação. A referência antiga de 20–80 mcg/L estava com unidade inadequada; intervalos laboratoriais devem ser lidos na unidade e no contexto informados pelo laboratório.

Retinol sérico tem limitações e pode ser alterado por inflamação. O NIH usa 20 mcg/dL ou menos como indicador frequente de deficiência moderada; a unidade correta aqui é mcg/dL, não mcg/L.

O valor de 10 mcg/dL ou menos é um indicador de deficiência grave. A interpretação deve considerar a avaliação clínica, não somente um resultado isolado.

Não há justificativa neste artigo para uma meta universal de retinol na metade superior da faixa laboratorial. O profissional deve definir a necessidade de exames e interpretar resultados, unidades e contexto.

Exames adicionais podem ter indicações específicas. A análise de ésteres de retinil não deve ser usada como autorização para aumentar a quantidade de retinol até um limite individual.

Interações com vitaminas D e K2: limites de interpretação

Suplementação de vitamina D tem avaliação própria. Sua quantidade não deve ser ajustada com a finalidade de permitir mais vitamina A.

A hipótese de interação entre vitaminas não comprova que retinol adicional previna riscos de altas quantidades de vitamina D. Evite compensar um possível excesso adicionando outro suplemento.

A presença de vitaminas D e K2 não deve ser tratada como garantia contra toxicidade por vitamina A. Um alimento conter vários nutrientes não o torna uma escolha ideal para toda pessoa ou para a gestação.

Outras considerações

A interação entre nutrientes é complexa. Deficiência de ferro ou zinco deve ser avaliada por seus próprios critérios, sem presumir que toda dieta vegetariana cause deficiência de vitamina A.

A importância do zinco no metabolismo não transforma fígado ou suplementação combinada em recomendação universal para gestantes.

O tratamento da anemia na gestação depende da avaliação clínica e laboratorial. A necessidade de outros nutrientes deve ser investigada sem substituir o tratamento da deficiência de ferro.

Estudos sobre a relação entre vitamina A e metabolismo do ferro não demonstram que suplementar retinol resolva toda anemia. Associações laboratoriais não definem uma prescrição.

Uma vez que os níveis sanguíneos da proteína de ligação ao retinol mudam com a gravidez, o teste de retinol sérico pode produzir resultados imprecisos.22

A afirmação anterior contra a suplementação rotineira de ferro era inadequada. A OMS recomenda ferro e ácido fólico no cuidado pré-natal, com adaptação ao contexto e à avaliação profissional. Não interrompa uma prescrição por causa deste artigo.

A avaliação da ferritina sérica no início da gravidez ajudará a determinar se mais ferro ou alimentos ricos em ferro são indicados.

Conclusão

Claramente, a vitamina A desempenha um papel vital na nutrição da gravidez e no desenvolvimento de um bebê saudável.

Tem sido chamado de “o concertino do desenvolvimento fetal” 65 porque é necessário para “alcançar a organização harmoniosa dos tecidos”. 1

Se ainda não tiver certeza se consumir vitamina A pré-formada adicional seria benéfico (seja de óleo de fígado de bacalhau ou de peixe, outros tipos de suplementos ou de alimentos como fígado), discuta isso com seu médico obstétrico.

Para pessoas de 19 anos ou mais, o limite superior de vitamina A pré-formada é 3.000 mcg RAE/dia, incluindo a gestação. É um limite, não uma meta nem uma garantia individual de segurança. A RDA na gestação adulta é 770 mcg RAE/dia. Fonte: NIH/ODS.

Planejar a alimentação antes da concepção é útil, mas não justifica carregar reservas com altas quantidades de retinol. Discuta dieta e suplementos com a equipe de pré-natal.

Uma mulher que está considerando engravidar ou já está grávida também pode discutir suas necessidades de vitamina A com seu provedor de cuidados obstétricos e ver se avaliações adicionais são necessárias.22

Leve dúvidas e a lista de suplementos ao atendimento. A controvérsia histórica não substitui avaliação clínica nem autoriza aumentar a ingestão por conta própria.

O polêmico estudo Rothman concluiu que o risco de defeitos congênitos era mais frequente quando as mulheres tomavam suplementos de vitamina A em altas doses antes da sétima semana de gestação.

Limitações de estudos observacionais não comprovam ausência de risco em quantidades elevadas. Não use a incerteza para recomendar megadoses.

Embora o feto esteja passando por uma rápida mudança de desenvolvimento durante o primeiro trimestre da gravidez, as necessidades de nutrientes geralmente não aumentam significativamente acima do estado não grávido neste estágio inicial.67

Programas de vitamina A para regiões com deficiência grave têm indicação específica. Eles não comprovam que toda gestante precise de retinol adicional após sessenta dias ou que suas reservas se esgotem em sete meses.

A necessidade de vitamina A deve ser atendida com cuidado para evitar excesso. A discussão histórica não estabelece que suplementar retinol no segundo ou terceiro trimestre previna complicações ou prematuridade em todas as gestantes.

Referências históricas e fontes de atualização

A lista original abaixo documenta a discussão histórica. Referências antigas, opiniões e relatos não devem ser tratados como diretriz vigente. As fontes de atualização estão vinculadas nas respectivas passagens. Nem todo endereço externo legado foi certificado como ativo.

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