A vitamina C participa de funções fisiológicas importantes, inclusive relacionadas ao sistema imunológico. Durante a pandemia de COVID-19, pesquisadores investigaram se sua administração poderia ajudar pessoas hospitalizadas com doença grave. Essas pesquisas não demonstram que vitamina C seja um tratamento comprovado para COVID-19 ou para a chamada tempestade de citocinas.
O que é uma tempestade de citocinas?
Citocinas são moléculas envolvidas na comunicação entre células do sistema imunológico. Em algumas doenças graves, respostas inflamatórias desreguladas podem contribuir para lesões nos tecidos. Na COVID-19, a inflamação é apenas um dos fatores envolvidos nas complicações, que exigem avaliação e tratamento médico.
Por que a vitamina C foi pesquisada?
A vitamina C atua em processos antioxidantes e metabólicos. Essa base biológica motivou estudos sobre sua utilização em pacientes críticos, inclusive por via intravenosa. No entanto, uma hipótese plausível ou resultados laboratoriais não equivalem a benefício clínico demonstrado.
Vitamina C intravenosa melhora os resultados da COVID-19?
Ensaios clínicos e análises posteriores não estabeleceram benefício consistente da vitamina C intravenosa em altas doses para tratar COVID-19 grave. Ela não substitui os cuidados hospitalares, o suporte respiratório ou os tratamentos indicados conforme a situação clínica.
E a vitamina C lipossomal?
Formulações orais lipossomais e administração intravenosa são modalidades diferentes. Não é correto extrapolar resultados de uma para a outra. Também não há comprovação de que suplementos orais de vitamina C previnam ou tratem a tempestade de citocinas causada por COVID-19.
Quais cuidados devem ser considerados?
Doses elevadas podem causar efeitos adversos, e a administração intravenosa exige supervisão clínica. Pessoas com problemas renais ou outras condições específicas precisam de avaliação individual antes de usar suplementos em doses altas.
Conclusão
A vitamina C é um nutriente essencial, mas isso não comprova eficácia terapêutica contra COVID-19. A prevenção e o tratamento devem seguir recomendações clínicas atualizadas, e suplementos não devem substituir cuidados médicos.
