A cirurgia de catarata é um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados no mundo e costuma proporcionar melhora importante da visão. Entretanto, como qualquer cirurgia, não é completamente isenta de riscos.
Infecção, inflamação, alteração da pressão ocular, edema da córnea, deslocamento da lente artificial e descolamento de retina estão entre as possíveis complicações. Algumas surgem logo após a operação; outras podem aparecer meses ou até anos depois.
Conhecer esses riscos não significa que a cirurgia seja necessariamente uma escolha ruim. Significa tomar uma decisão informada, considerando o estágio da catarata, o impacto sobre a vida diária, as condições de saúde do paciente e a possibilidade de acompanhamento antes de operar.
Pessoas com catarata inicial ou moderada também podem conversar com o oftalmologista sobre o momento mais apropriado para o procedimento e conhecer abordagens conservadoras estudadas, incluindo formulações oftálmicas com N-acetilcarnosina 1%.
A cirurgia de catarata é segura?
A cirurgia de catarata é considerada comum, segura e eficaz para a maioria dos pacientes. Em muitos casos, é realizada em regime ambulatorial e não exige internação.
Durante o procedimento, o cristalino natural que perdeu a transparência é fragmentado e removido. Em seguida, é implantada uma lente intraocular artificial.
A operação frequentemente é concluída em pouco tempo, mas isso não significa que seja um procedimento sem complexidade. Ela envolve estruturas delicadas e pode exigir cuidados antes, durante e depois da intervenção.
O risco individual depende de fatores como:
- idade;
- estágio e tipo da catarata;
- diabetes;
- glaucoma;
- doenças da retina;
- problemas da córnea;
- cirurgias oculares anteriores;
- uso de determinados medicamentos;
- capacidade de seguir as orientações pós-operatórias;
- experiência da equipe e características do procedimento.
A avaliação deve ser individual. Uma estatística geral não consegue prever exatamente o resultado de uma pessoa específica.
Como é feita a cirurgia de catarata?
A técnica mais utilizada é a facoemulsificação.
De maneira simplificada, o procedimento envolve as seguintes etapas:
- aplicação de anestesia, geralmente local;
- realização de uma pequena incisão no olho;
- abertura da cápsula que envolve o cristalino;
- fragmentação do cristalino opaco;
- aspiração dos fragmentos;
- implantação de uma lente intraocular;
- posicionamento da lente dentro da cápsula preservada.
A lente artificial permanece no olho e substitui a função óptica do cristalino removido.
Mesmo quando tudo ocorre conforme o planejado, o olho passa por um processo de recuperação. Inflamação leve, sensação de areia, visão inicialmente embaçada e maior sensibilidade à luz podem acontecer nos primeiros dias.
Quais são os riscos da cirurgia de catarata?
Entre as possíveis complicações estão:
- infecção dentro do olho;
- sangramento;
- inflamação persistente;
- edema da córnea;
- edema macular;
- aumento ou redução da pressão ocular;
- ruptura da cápsula posterior;
- fragmentos do cristalino retidos;
- deslocamento da lente intraocular;
- descolamento de retina;
- opacidade da cápsula posterior;
- síndrome do olho seco;
- visão dupla;
- astigmatismo;
- pálpebra caída;
- redução da visão.
Complicações graves são incomuns, mas podem exigir tratamento urgente, novos medicamentos, aplicação de laser ou outra cirurgia.
Infecção depois da cirurgia de catarata
A endoftalmite é uma infecção no interior do olho. É uma complicação rara, porém potencialmente grave.
Os sintomas podem incluir:
- dor ocular crescente;
- vermelhidão intensa;
- piora da visão;
- sensibilidade à luz;
- inchaço;
- secreção.
Os sintomas frequentemente surgem nos primeiros dias, mas qualquer piora importante durante o pós-operatório deve ser comunicada imediatamente ao cirurgião.
O tratamento pode envolver antibióticos aplicados diretamente no olho e, em determinadas situações, uma cirurgia chamada vitrectomia.
Quanto mais cedo uma infecção é identificada e tratada, maiores são as possibilidades de proteger a visão.
Sangramento dentro do olho
Pequenos sangramentos podem acontecer, mas hemorragias importantes são raras.
Uma das complicações mais preocupantes é a hemorragia supracoroidal, que envolve sangramento em uma região vascular localizada entre a retina e a parede externa do olho.
Alguns fatores podem aumentar o risco, como:
- idade avançada;
- hipertensão;
- glaucoma;
- pressão ocular elevada;
- uso de anticoagulantes;
- alterações vasculares;
- determinadas características anatômicas do olho.
O paciente não deve suspender anticoagulantes por conta própria. A decisão precisa ser tomada em conjunto com o cirurgião e o médico responsável pelo medicamento.
Inflamação depois da cirurgia
Algum grau de inflamação é esperado porque o olho passou por uma intervenção.
Os sintomas podem incluir:
- sensibilidade à luz;
- desconforto;
- visão embaçada;
- sensação de corpo estranho;
- vermelhidão discreta.
Por isso, o cirurgião normalmente prescreve colírios anti-inflamatórios e, em algumas situações, antibióticos.
Quando a inflamação é intensa, persiste ou piora, é necessário investigar complicações como infecção, síndrome tóxica do segmento anterior ou edema macular.
Não interrompa nem prolongue colírios pós-operatórios sem orientação.
Edema da córnea
A córnea é a estrutura transparente localizada na parte frontal do olho. Depois da cirurgia, ela pode acumular líquido e ficar temporariamente inchada.
O edema da córnea pode causar:
- visão embaçada;
- halos ao redor das luzes;
- sensibilidade à claridade;
- dificuldade para enxergar ao acordar.
Em muitos casos, o inchaço melhora durante a recuperação. Quando há comprometimento significativo das células responsáveis por manter a córnea transparente, o problema pode persistir e exigir tratamento adicional.
Edema macular cistoide
A mácula é a região central da retina responsável pela visão de detalhes.
A inflamação provocada pela cirurgia pode fazer com que líquido se acumule nessa região, produzindo o chamado edema macular cistoide.
Os sintomas podem incluir:
- perda da nitidez central;
- visão embaçada;
- imagens distorcidas;
- dificuldade para ler;
- redução da percepção de cores.
O edema pode aparecer semanas depois de uma cirurgia aparentemente bem-sucedida.
Pessoas com diabetes, inflamação ocular prévia ou determinadas doenças da retina podem apresentar risco maior.
Ruptura da cápsula posterior
O cristalino natural fica dentro de uma cápsula muito fina. Durante a cirurgia, parte dessa cápsula é preservada para sustentar a lente artificial.
Em alguns casos, a cápsula pode se romper durante o procedimento. Isso pode permitir que o gel vítreo avance ou que fragmentos do cristalino se desloquem para a parte posterior do olho.
Dependendo da situação, pode ser necessário:
- realizar uma vitrectomia anterior;
- reposicionar o implante;
- alterar o tipo de lente;
- adiar a implantação;
- realizar uma segunda cirurgia.
A ruptura não significa necessariamente perda da visão, mas pode aumentar a complexidade do procedimento e o risco de outras complicações.
Fragmentos do cristalino retidos no olho
Durante a fragmentação da catarata, pequenos pedaços do cristalino podem se deslocar para a cavidade vítrea.
Fragmentos muito pequenos podem ser acompanhados, mas materiais maiores podem provocar:
- inflamação persistente;
- aumento da pressão ocular;
- edema da córnea;
- edema macular;
- piora da visão.
Uma vitrectomia pode ser necessária para remover os fragmentos.
Deslocamento da lente intraocular
A lente artificial deve permanecer centralizada e estável dentro do olho. Em determinadas situações, ela pode se mover, inclinar ou se deslocar.
Os sintomas podem incluir:
- visão dupla;
- embaçamento;
- oscilação da visão;
- percepção da borda da lente;
- halos;
- redução da acuidade visual.
O deslocamento pode acontecer logo após a cirurgia ou anos depois, especialmente quando as fibras que sustentam a cápsula estão enfraquecidas.
O tratamento pode exigir reposicionamento, fixação ou substituição da lente.
Alterações da pressão ocular
A pressão dentro do olho pode aumentar temporariamente após a cirurgia por diferentes razões:
- inflamação;
- resíduos do material utilizado no procedimento;
- resposta a corticoides;
- bloqueio da drenagem;
- glaucoma anterior.
A elevação da pressão nem sempre produz sintomas. Quando intensa, pode causar dor, náusea, halos e redução da visão.
Pessoas com glaucoma precisam de acompanhamento especialmente cuidadoso antes e depois da operação.
O tratamento pode envolver colírios, medicamentos orais, procedimentos a laser ou nova intervenção.
Descolamento de retina
O descolamento de retina acontece quando a retina se separa da parede posterior do olho. É uma emergência médica.
Pode ocorrer meses ou anos depois da cirurgia e exige atenção aos seguintes sinais:
- aumento repentino de manchas ou “moscas volantes”;
- flashes de luz;
- sombra lateral;
- perda de parte do campo visual;
- sensação de uma cortina sobre a visão.
Pessoas com miopia elevada, lesões anteriores da retina, trauma ocular ou determinadas características do olho podem apresentar risco maior.
Diante desses sintomas, procure atendimento imediatamente. Não espere a próxima consulta de rotina.
Catarata secundária depois da cirurgia
A catarata retirada durante a operação não cresce novamente, porque o cristalino natural foi removido.
Entretanto, a cápsula que sustenta a lente artificial pode perder transparência. Isso é chamado de opacidade da cápsula posterior, pós-catarata ou catarata secundária.
Ela pode aparecer meses ou anos depois e causar sintomas parecidos com os da catarata original:
- visão embaçada;
- halos;
- perda de contraste;
- ofuscamento;
- dificuldade para ler.
O tratamento geralmente é feito por meio da capsulotomia com laser YAG, que cria uma abertura na cápsula opaca.
Embora seja um procedimento frequentemente realizado, também apresenta riscos que devem ser discutidos, como aumento da pressão ocular, inflamação, dano à lente e, raramente, complicações da retina.
Síndrome da íris flácida e medicamentos para próstata
Alguns medicamentos alfa-bloqueadores usados para sintomas urinários e aumento da próstata podem afetar o comportamento da íris durante a cirurgia.
A pupila pode diminuir e a íris pode se tornar mais móvel, dificultando o procedimento. Essa situação é conhecida como síndrome da íris flácida intraoperatória.
Informe ao cirurgião todos os medicamentos usados atualmente ou no passado, especialmente:
- medicamentos para próstata;
- anticoagulantes;
- corticoides;
- medicamentos para glaucoma;
- remédios para diabetes;
- suplementos que possam afetar coagulação.
Não suspenda nenhum medicamento sem orientação.
Olho seco depois da cirurgia
A cirurgia pode temporariamente afetar nervos da córnea e a estabilidade da lágrima.
Os sintomas de olho seco incluem:
- ardência;
- queimação;
- sensação de areia;
- visão que oscila e melhora ao piscar;
- lacrimejamento reflexo;
- desconforto ao usar telas;
- sensibilidade à luz.
Colírios usados no pós-operatório também podem irritar a superfície ocular em algumas pessoas.
Quem já apresenta olho seco antes da cirurgia pode precisar tratar a superfície ocular antecipadamente e continuar o acompanhamento depois da operação.
Astigmatismo e necessidade de óculos
A cirurgia pode reduzir a dependência de óculos, mas não garante que o paciente deixará de utilizá-los.
O resultado depende de:
- tipo de lente implantada;
- cálculo da lente;
- formato da córnea;
- astigmatismo anterior;
- cicatrização;
- posição final da lente;
- saúde da retina e do nervo óptico.
Pode permanecer algum grau residual. Em outros casos, o astigmatismo pode surgir ou se modificar após a incisão e a recuperação.
Óculos, lentes de contato ou procedimentos complementares podem ser necessários.
Pálpebra caída depois da cirurgia
A ptose é a queda da pálpebra superior. Ela pode ocorrer após cirurgias oculares em razão de edema, manipulação dos tecidos ou alteração do músculo responsável por elevar a pálpebra.
Alguns casos melhoram com o tempo. Quando a ptose persiste e interfere na visão, pode ser necessária uma correção cirúrgica.
A lente artificial pode causar halos?
Sim. Dependendo do desenho da lente, do tamanho da pupila e da adaptação individual, alguns pacientes percebem:
- halos;
- reflexos;
- brilho ao redor das luzes;
- dificuldade noturna;
- imagens fantasma.
Esses fenômenos podem diminuir durante a adaptação, mas nem sempre desaparecem completamente.
Lentes multifocais ou de foco estendido oferecem vantagens para determinadas pessoas, mas podem aumentar alguns efeitos luminosos. A escolha da lente deve considerar a rotina e as expectativas do paciente, e não apenas a promessa de ficar sem óculos.
Quais são os riscos da anestesia?
A cirurgia normalmente utiliza anestesia local, frequentemente com colírios, podendo ser associada à sedação.
Possíveis riscos incluem:
- reação alérgica;
- queda de pressão;
- alteração da frequência cardíaca;
- náusea;
- dificuldade respiratória;
- interação com medicamentos;
- hematoma quando há injeção ao redor do olho;
- agitação ou confusão em pessoas sensíveis.
Complicações importantes são incomuns, mas devem ser avaliadas em idosos, pessoas com doenças cardíacas, pulmonares ou neurológicas e pacientes com histórico de reação a anestésicos.
Informe todas as alergias, doenças e medicamentos antes do procedimento.
Como é o pós-operatório?
A recuperação varia. Algumas pessoas percebem melhora rapidamente; outras precisam de dias ou semanas para a visão estabilizar.
O paciente pode receber orientações para:
- utilizar os colírios nos horários prescritos;
- não esfregar o olho;
- proteger o olho durante o sono;
- evitar poeira e contaminação;
- não entrar em piscina;
- evitar carregar peso por determinado período;
- não dirigir até receber liberação;
- comparecer às consultas de acompanhamento.
É comum precisar de ajuda nos primeiros dias, principalmente para transporte, aplicação de medicamentos e atividades domésticas.
O pós-operatório não deve ser considerado uma formalidade. Ele faz parte do tratamento e pode influenciar diretamente o resultado.
Quais sintomas exigem atendimento urgente depois da cirurgia?
Procure o cirurgião ou um serviço de emergência diante de:
- dor forte ou crescente;
- piora repentina da visão;
- vermelhidão intensa;
- secreção;
- náusea acompanhada de dor ocular;
- flashes;
- aumento súbito de manchas flutuantes;
- sombra ou cortina no campo visual;
- trauma no olho operado;
- inchaço que piora;
- sensibilidade intensa à luz.
Não espere uma consulta agendada se houver perda súbita da visão.
Quem apresenta maior risco de complicações?
O risco pode ser maior em pessoas com:
- catarata muito avançada;
- glaucoma;
- diabetes;
- retinopatia;
- degeneração macular;
- inflamação ocular anterior;
- distrofias da córnea;
- miopia elevada;
- trauma ocular;
- cirurgias anteriores;
- fragilidade das estruturas que sustentam o cristalino;
- dificuldade de manter a posição durante a operação;
- uso de certos medicamentos.
Isso não significa que essas pessoas não possam operar. Significa que o planejamento e o acompanhamento precisam ser individualizados.
É possível adiar a cirurgia?
Em muitos casos, sim.
A cirurgia costuma ser indicada quando a catarata compromete a qualidade de vida, a independência ou a segurança. Uma pessoa com catarata inicial que ainda consegue realizar suas atividades pode ter espaço para acompanhamento.
Durante esse período, podem ser consideradas medidas como:
- atualizar os óculos;
- melhorar a iluminação;
- reduzir direção noturna;
- controlar diabetes;
- abandonar o tabagismo;
- usar proteção contra radiação ultravioleta;
- acompanhar a progressão;
- conhecer abordagens conservadoras estudadas.
Adiar a cirurgia não significa deixá-la de fazer quando necessária. Significa avaliar o momento adequado em vez de decidir apenas pela presença do diagnóstico.
Leia o guia completo sobre tratamento para catarata sem cirurgia, alternativas e limites.
Existem alternativas estudadas para quem ainda não deseja operar?
A cirurgia continua sendo o procedimento estabelecido para remover o cristalino opaco. Nenhum colírio deve ser apresentado como equivalente comprovado à cirurgia em todos os pacientes e estágios.
Entretanto, a busca por uma abordagem não cirúrgica levou pesquisadores a estudar substâncias associadas à proteção do cristalino e ao estresse oxidativo.
Entre elas está a N-acetilcarnosina, utilizada em formulações oftálmicas como Can-C e C-NAC.
A catarata relacionada à idade envolve alterações nas proteínas e nos mecanismos de defesa antioxidante do cristalino. A N-acetilcarnosina foi investigada por sua possível conversão em carnosina nos tecidos oculares e por mecanismos relacionados a:
- proteção antioxidante;
- redução da oxidação de proteínas;
- influência sobre processos de glicação;
- sensibilidade ao ofuscamento;
- qualidade visual;
- proteção das estruturas do cristalino.
Estudos clínicos publicaram resultados favoráveis em algumas medidas, como acuidade visual e sensibilidade ao glare. Por outro lado, revisões independentes concluíram que ainda faltam pesquisas maiores e metodologicamente mais robustas para confirmar reversão ou prevenção da progressão.
A interpretação equilibrada é que a N-acetilcarnosina representa uma possibilidade investigada para pessoas interessadas em suporte ocular conservador, sem garantia de substituir a cirurgia.
Can-C e C-NAC: duas opções com N-acetilcarnosina 1%
Can-C Original
O Can-C é a formulação de referência mais conhecida com N-acetilcarnosina 1%. A apresentação oferece dois frascos de 5 ml, totalizando 10 ml.
Ele é procurado principalmente por quem valoriza a trajetória do produto e deseja a formulação original associada às pesquisas sobre NAC.
Conheça o Colírio Can-C Original com N-acetilcarnosina 1% – 2 frascos de 5 ml.
C-NAC Intas
O C-NAC da Intas também apresenta N-acetilcarnosina 1% e está disponível em volumes de 10 ml ou 20 ml.
A apresentação de maior volume pode ser interessante para quem procura continuidade e melhor relação entre investimento e quantidade.
Conheça o Colírio C-NAC Intas com N-acetilcarnosina 1% – 10 ml ou 20 ml.
Compare todas as opções na categoria colírios com N-acetilcarnosina Can-C e C-NAC.
Can-C e C-NAC podem ser manipulados?
Can-C e C-NAC são produtos industrializados. Uma fórmula manipulada não se transforma em Can-C original apenas por utilizar N-acetilcarnosina ou carnosina.
Uma formulação aplicada diretamente nos olhos exige controle de:
- esterilidade;
- pH;
- concentração;
- estabilidade;
- osmolaridade;
- compatibilidade entre ingredientes;
- conservação;
- embalagem.
A Quero Tudo Natural não manipula esses produtos. A procedência e a formulação apropriada merecem atenção especial porque o produto será aplicado diretamente sobre uma estrutura sensível.
Não utilize soluções caseiras nem preparações que não tenham sido desenvolvidas para uso oftálmico.
Como tomar uma decisão informada?
Antes de aceitar ou adiar a cirurgia, pergunte ao oftalmologista:
- qual é o estágio da minha catarata?
- quanto da perda visual é realmente causado pela catarata?
- existe outra doença ocular?
- preciso operar agora?
- quais são os riscos específicos no meu caso?
- qual lente é adequada à minha rotina?
- ainda precisarei de óculos?
- como será o pós-operatório?
- quem devo procurar se houver dor ou piora?
- posso acompanhar a evolução antes de decidir?
- quais abordagens conservadoras podem ser discutidas?
A melhor decisão não é automaticamente operar nem evitar a cirurgia. É aquela tomada com compreensão dos benefícios, riscos, alternativas e consequências de esperar.
Onde encontrar informações sobre N-acetilcarnosina?
Para aprofundar a pesquisa, consulte:
- guia completo sobre Can-C, N-acetilcarnosina, preço e funcionamento;
- N-acetilcarnosina e L-carnosina: qual é a diferença?;
- informações e estudos publicados sobre N-acetilcarnosina;
- como e quando utilizar o colírio Can-C;
- catarata no início: sintomas e sinais de progressão.
Perguntas frequentes
A cirurgia de catarata pode dar errado?
Pode haver complicações, embora a maioria dos procedimentos apresente resultado favorável. O risco individual depende da saúde ocular, das condições clínicas e das características da cirurgia.
É possível perder a visão na cirurgia?
A perda visual grave é uma complicação possível, mas incomum. Infecção, hemorragia, descolamento de retina e outras situações graves podem ameaçar a visão e exigem tratamento rápido.
Catarata pode voltar depois da cirurgia?
O cristalino removido não volta. Entretanto, a cápsula que sustenta a lente artificial pode ficar opaca, causando a chamada catarata secundária.
A lente intraocular pode sair do lugar?
Sim. O deslocamento é uma complicação possível e pode ocorrer imediatamente ou anos depois. Dependendo da intensidade, pode ser necessário reposicionar ou substituir a lente.
A cirurgia elimina a necessidade de óculos?
Não necessariamente. O resultado depende da lente implantada, da córnea, da retina, do cálculo realizado e da cicatrização.
Quanto tempo demora o pós-operatório?
A melhora pode começar nos primeiros dias, mas a estabilização completa varia. O cirurgião deve indicar quando dirigir, trabalhar, praticar exercícios e retomar outras atividades.
Existe colírio para evitar a cirurgia?
A N-acetilcarnosina 1% é estudada como alternativa não cirúrgica e está presente em produtos como Can-C e C-NAC. Existem resultados favoráveis publicados, mas ainda não há evidência conclusiva de que substitua a cirurgia em todos os casos.
Posso usar Can-C depois de uma cirurgia?
Quem passou por cirurgia deve consultar o cirurgião antes de acrescentar qualquer produto oftálmico, principalmente durante o pós-operatório ou enquanto utiliza medicamentos prescritos.
Referências
- National Eye Institute. Cataract Surgery.
- National Eye Institute. Cataracts.
- American Academy of Ophthalmology. Cataract Surgery.
- MedlinePlus. Cataract.
- Royal College of Ophthalmologists. Cataract Surgery Guidelines.
- Babizhayev MA e colaboradores. Efficacy of N-acetylcarnosine in the treatment of cataracts.
- Dubois VDJ e colaboradores. N-acetylcarnosine drops for age-related cataract. Cochrane Database of Systematic Reviews.