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Pinealon

Pinealon (EDR): Guia Completo sobre Benefícios, Memória, Neuroproteção, Dosagem e Estudos

1 de julho de 2026 Dr. Ricardo Valença 19 min de leitura
Pinealon (EDR): Guia Completo sobre Benefícios, Memória, Neuroproteção, Dosagem e Estudos

Pinealon é um tripeptídeo bioregulador formado pelos aminoácidos Glu-Asp-Arg (EDR) que ganhou atenção nas pesquisas sobre envelhecimento cerebral, neuroproteção, memória, estresse oxidativo e regulação da atividade neuronal.

Desenvolvido dentro da linha de pesquisa de peptídeos curtos associada ao cientista russo Vladimir Khavinson, Pinealon ocupa uma posição particularmente interessante entre os chamados bioreguladores peptídicos: possui apenas três aminoácidos, mas vem sendo investigado por sua capacidade de interagir com processos celulares relacionados à expressão gênica, proteção neuronal e envelhecimento do sistema nervoso.

A literatura inclui estudos celulares, animais e também alguns dados em seres humanos.

Ao mesmo tempo, é importante colocar essas evidências em perspectiva: grande parte da pesquisa foi produzida por grupos ligados à escola científica de Khavinson, e ainda faltam grandes ensaios clínicos independentes e modernos para confirmar muitas das aplicações atribuídas ao Pinealon.

Neste guia, vamos separar o que já foi observado experimentalmente, o que possui dados humanos e o que permanece como hipótese promissora de pesquisa.

O que é Pinealon?

Pinealon é o nome utilizado para o tripeptídeo:

Glu-Asp-Arg

ou simplesmente:

EDR

Essas três letras correspondem aos aminoácidos:

  • E — ácido glutâmico (Glu);
  • D — ácido aspártico (Asp);
  • R — arginina (Arg).

Pinealon pertence à linha de peptídeos bioreguladores curtos estudados principalmente no contexto de envelhecimento e regulação de funções celulares.

Uma revisão científica publicada em Molecules identifica o EDR/Pinealon como um tripeptídeo neuroprotetor contendo arginina e descreve pesquisas envolvendo expressão gênica, apoptose neuronal, estresse oxidativo, memória e doenças neurodegenerativas.

Pinealon é um peptídeo?

Sim.

Mais precisamente, Pinealon é um tripeptídeo, porque possui apenas três aminoácidos.

Isso o torna muito menor do que diversos outros peptídeos conhecidos no universo da pesquisa biomédica.

Seu pequeno tamanho é uma das características que despertaram interesse sobre a possibilidade de interação com estruturas intracelulares.

Experimentos com peptídeos curtos marcados por fluorescência mostraram que o EDR pode penetrar em células e alcançar inclusive núcleo e nucléolo.

Também existem estudos experimentais demonstrando interação entre o EDR e estruturas de DNA.

Esses achados são uma das bases para a hipótese de que peptídeos curtos possam atuar não apenas através de receptores de membrana, mas também influenciando processos relacionados à regulação da expressão gênica.

Quem desenvolveu o Pinealon?

Pinealon está fortemente associado aos trabalhos do professor Vladimir Khavinson e de pesquisadores ligados ao Instituto de Bioregulação e Gerontologia de São Petersburgo.

Khavinson tornou-se conhecido internacionalmente pelas pesquisas com peptídeos bioreguladores curtos, especialmente sequências de dois, três ou quatro aminoácidos investigadas por possíveis efeitos tecido-específicos.

Essa linha de pesquisa também deu origem ou se relaciona a compostos conhecidos no universo da longevidade como Epitalon e diferentes Cytamins, Cytogens e bioreguladores peptídicos.

Pinealon foi direcionado principalmente ao estudo do sistema nervoso central e do envelhecimento cerebral.

Para que serve Pinealon?

Do ponto de vista científico, Pinealon vem sendo investigado principalmente em áreas relacionadas a:

  • proteção de neurônios;
  • memória;
  • atenção;
  • função cognitiva;
  • estresse oxidativo;
  • apoptose neuronal;
  • neuroplasticidade;
  • envelhecimento cerebral;
  • expressão gênica;
  • doenças neurodegenerativas.

Isso não significa que Pinealon seja um tratamento clinicamente comprovado para todas essas condições.

O correto é separar os diferentes níveis de evidência.

Alguns mecanismos foram observados em culturas celulares.

Outros efeitos foram demonstrados em modelos animais.

E existem ainda alguns relatos e estudos envolvendo seres humanos, porém em quantidade muito menor.

Como Pinealon funciona?

Uma das características mais interessantes do Pinealon é que sua pesquisa não aponta para um único mecanismo.

O EDR vem sendo associado a diferentes processos celulares que podem estar relacionados à manutenção da função neuronal.

Entre os principais mecanismos investigados estão:

Regulação da expressão gênica

Estudos experimentais sugerem que peptídeos curtos como o EDR conseguem entrar na célula e interagir com estruturas nucleares.

Pesquisas físico-químicas também demonstraram interação direta entre Glu-Asp-Arg e DNA, incluindo interação com regiões do sulco maior da molécula.

Isso deu origem à hipótese de que Pinealon possa participar da regulação de determinados genes e da síntese de proteínas relacionadas à função neuronal.

É uma área particularmente interessante da pesquisa com bioreguladores, mas não significa que Pinealon simplesmente “liga genes da juventude”, expressão comercial que seria uma simplificação excessiva do mecanismo.

MAPK/ERK e sinalização neuronal

Outra linha de investigação envolve a via MAPK/ERK.

Essa via participa de diversos processos importantes no cérebro, incluindo:

  • resposta ao estresse;
  • sobrevivência celular;
  • diferenciação;
  • plasticidade neuronal;
  • apoptose.

Experimentos com neurônios expostos a condições de estresse mostraram que o EDR pode modificar a dinâmica de ativação de ERK1/2.

Isso pode estar relacionado a parte do efeito neuroprotetor observado experimentalmente.

Estresse oxidativo

O estresse oxidativo é um dos mecanismos associados ao envelhecimento celular e a diferentes processos neurodegenerativos.

Em culturas celulares, Pinealon reduziu o acúmulo de espécies reativas de oxigênio (ROS) provocado por diferentes estímulos.

Também foi observada redução da morte celular necrótica.

Esses resultados ajudaram a estabelecer uma das linhas mais consistentes de pesquisa do EDR: seu possível papel na proteção celular contra estresse oxidativo.

Pinealon e neuroproteção

Neuroproteção é provavelmente uma das áreas mais importantes da literatura sobre Pinealon.

Um estudo publicado em Rejuvenation Research avaliou o EDR em diferentes modelos celulares submetidos a estresse oxidativo.

Os pesquisadores observaram redução dependente da concentração no acúmulo de espécies reativas de oxigênio e diminuição da morte celular.

Também foram identificadas alterações relacionadas à ativação de ERK1/2 e ao ciclo celular.

Esses resultados sugerem que o EDR pode atuar sobre diferentes mecanismos associados à sobrevivência neuronal.

Entretanto, é fundamental compreender o nível da evidência:

demonstrar neuroproteção em células não equivale automaticamente a demonstrar prevenção de doenças neurodegenerativas em seres humanos.

Essa diferença será especialmente importante quando falarmos de Alzheimer.

Pinealon e memória

Memória é outro tema recorrente nas pesquisas sobre Pinealon.

Existem resultados tanto experimentais quanto alguns dados humanos.

Em modelos animais, por exemplo, Pinealon foi estudado em descendentes de ratos submetidos a hiper-homocisteinemia durante a gestação.

Os pesquisadores relataram melhora da função cognitiva dos animais e maior resistência dos neurônios cerebelares ao estresse oxidativo.

Mais interessante para a discussão clínica são os dados relatados em humanos.

Uma revisão publicada em 2020 descreve resultados de administração oral de Pinealon em pessoas mais velhas e relata efeitos envolvendo memória, atenção, respostas perceptivo-motoras e desempenho mental.

Também é descrito um grupo de 72 pacientes com consequências de traumatismo cranioencefálico e cerebrastenia, nos quais Pinealon foi administrado juntamente com terapia convencional.

Foram relatadas melhoras em memória e outros parâmetros neurológicos e funcionais.

São dados interessantes, especialmente porque mostram que a literatura de Pinealon não é exclusivamente celular ou animal.

Por outro lado, esses trabalhos não possuem o mesmo peso de grandes ensaios clínicos randomizados, multicêntricos e independentes.

Portanto, representam sinais clínicos promissores, e não comprovação definitiva de eficácia para melhora de memória na população geral.

Pinealon e atenção e desempenho cognitivo

Os trabalhos clínicos citados na literatura de EDR também descrevem alterações relacionadas a:

  • atenção;
  • desempenho mental;
  • velocidade de respostas perceptivo-motoras;
  • função integrativa cerebral.

Em pacientes com consequências de traumatismo craniano, também foram relatadas alterações em testes de correção e na atividade bioelétrica cerebral.

Esses achados contribuíram para a hipótese de que o EDR possa influenciar processos relacionados à neuroplasticidade.

Novamente, é importante não transformar esses resultados em promessa de “aumento de inteligência” ou de desempenho cognitivo garantido em pessoas saudáveis.

O que existe é uma linha de pesquisa interessante sobre manutenção e recuperação de determinadas funções neuronais.

Pinealon e serotonina

Há também pesquisas relacionando EDR à serotonina.

Em culturas envelhecidas de células do córtex cerebral, os peptídeos Glu-Asp-Arg e Lys-Glu-Asp estimularam a expressão de serotonina.

Os pesquisadores também investigaram possíveis interações envolvendo o gene da triptofano-hidroxilase, enzima importante na síntese de serotonina.

Esses resultados acrescentam mais uma possível dimensão ao mecanismo do Pinealon.

Mas é importante não interpretar isso como evidência de que Pinealon funcione como antidepressivo ou como substituto de medicamentos serotoninérgicos.

O estudo foi experimental e não demonstra esse tipo de aplicação clínica.

Pinealon e envelhecimento cerebral

É justamente no cruzamento entre neuroproteção e envelhecimento que Pinealon se torna especialmente interessante.

Com o envelhecimento, diferentes alterações podem ocorrer no sistema nervoso:

  • aumento do estresse oxidativo;
  • alterações na expressão gênica;
  • redução da capacidade de resposta celular;
  • mudanças na plasticidade sináptica;
  • alterações em sistemas neurotransmissores;
  • maior vulnerabilidade a processos neurodegenerativos.

A hipótese dos bioreguladores peptídicos é que sequências curtas de aminoácidos possam participar da modulação de alguns desses processos.

No caso do EDR, estudos envolvendo estresse oxidativo, apoptose, expressão gênica e função neuronal fornecem uma base experimental para investigar essa possibilidade.

Ainda assim, dizer que Pinealon “reverte o envelhecimento cerebral” iria muito além do que os estudos atuais demonstram.

Uma formulação mais correta seria dizer que Pinealon está sendo pesquisado como bioregulador peptídico relacionado à manutenção da função neuronal durante o envelhecimento.

Pinealon e Alzheimer

A relação entre Pinealon e doença de Alzheimer merece atenção porque existe uma revisão científica especificamente dedicada ao tema.

Pesquisadores analisaram mecanismos pelos quais o EDR poderia interferir em processos relacionados à patogênese da doença, incluindo:

  • MAPK/ERK;
  • apoptose neuronal;
  • proteínas como caspase-3 e p53;
  • enzimas antioxidantes;
  • metabolismo relacionado a PPAR;
  • serotonina;
  • calmodulina.

Em modelos celulares de Alzheimer, também foram estudadas alterações das espinhas dendríticas, estruturas fundamentais para comunicação sináptica.

O EDR demonstrou capacidade de reduzir a perda de determinados tipos de espinhas dendríticas nesses modelos experimentais.

É um resultado biologicamente interessante.

Mas existe uma diferença enorme entre:

interferir em mecanismos associados ao Alzheimer em modelos experimentais

e

tratar ou prevenir Alzheimer em seres humanos.

Atualmente, Pinealon não deve ser apresentado como tratamento comprovado para doença de Alzheimer.

Sua relevância está na pesquisa dos mecanismos de neuroproteção e envelhecimento neuronal.

Pinealon e doenças neurodegenerativas

Além de Alzheimer, trabalhos experimentais envolvendo EDR discutem mecanismos relacionados a outros modelos de neurodegeneração.

O interesse vem principalmente de sua possível influência sobre:

  • sobrevivência neuronal;
  • estresse oxidativo;
  • apoptose;
  • estruturas dendríticas;
  • expressão de proteínas;
  • plasticidade neuronal.

Esse conjunto torna Pinealon uma molécula interessante para pesquisa em neurobiologia do envelhecimento.

Mas ainda são necessários estudos clínicos muito maiores para determinar se esses mecanismos experimentais poderão se transformar em aplicações terapêuticas estabelecidas.

Pinealon e expressão gênica

Talvez essa seja uma das áreas mais fascinantes da pesquisa sobre peptídeos de Khavinson.

Experimentos mostraram que peptídeos curtos conseguem entrar no núcleo celular.

Outros estudos demonstraram que o EDR pode interagir fisicamente com DNA.

A partir desses achados, pesquisadores propuseram que determinadas sequências peptídicas poderiam reconhecer regiões específicas de ácidos nucleicos e influenciar processos de transcrição.

Isso ajudaria a explicar como uma molécula formada por apenas três aminoácidos poderia produzir alterações celulares relativamente complexas.

A hipótese ainda está sendo investigada e não deve ser confundida com edição genética.

Pinealon não modifica permanentemente o DNA da maneira que uma tecnologia de edição genética faria.

O interesse está na possível regulação da atividade de determinados genes e proteínas.

Pinealon é um nootrópico?

Depende de como o termo é utilizado.

Na internet, Pinealon frequentemente aparece classificado como peptídeo nootrópico devido às pesquisas envolvendo memória, atenção e função cognitiva.

Cientificamente, entretanto, uma definição mais precisa seria:

tripeptídeo bioregulador experimental com pesquisas concentradas em neuroproteção, envelhecimento neuronal e função cognitiva.

Ele possui um perfil bastante diferente de nootrópicos estimulantes tradicionais.

Pinealon é um Cytogen?

Aqui é importante separar molécula e apresentação comercial.

Pinealon/EDR é a sequência peptídica Glu-Asp-Arg.

Existem produtos comerciais baseados na linha de bioreguladores de Khavinson que podem apresentar Pinealon em cápsulas e outras formas.

Também existem apresentações sintéticas de EDR destinadas a pesquisa.

Portanto, produtos diferentes podem compartilhar a referência ao Pinealon sem necessariamente possuírem a mesma apresentação, concentração, formulação ou finalidade.

Na Quero Tudo Natural, você pode comparar essas apresentações na categoria Pinealon.

Formas disponíveis de Pinealon

Pinealon pode aparecer comercialmente em diferentes apresentações.

Entre as opções disponíveis ou trabalhadas pela Quero Tudo Natural estão:

Pinealon EDR 10mg

Apresentação específica do tripeptídeo EDR, voltada ao mercado de compostos peptídicos.

Conheça o Pinealon EDR 10mg.

Pinealon Cytogens – 60 cápsulas

Apresentação da linha de bioreguladores em cápsulas, voltada a quem procura o produto no formato tradicional da família Cytogens.

Conheça Pinealon Cytogens 60 cápsulas.

Pinealon – 60 cápsulas entéricas

Outra apresentação oral, utilizando cápsulas entéricas.

Conheça Pinealon 60 cápsulas entéricas.

Para visualizar as opções atualmente disponíveis e respectivos preços, consulte a categoria completa de Pinealon.

Pinealon dosagem: o que os estudos realmente mostram?

Este é um ponto em que existe muita informação conflitante na internet.

É comum encontrar protocolos comerciais apresentados como se houvesse uma “dosagem oficial de Pinealon”.

A literatura científica não sustenta uma simplificação desse tipo.

Existem diferentes apresentações, diferentes vias e diferentes contextos experimentais.

Além disso, estudos celulares utilizam concentrações laboratoriais que não podem ser simplesmente convertidas em doses humanas.

Estudos animais também não devem ser convertidos diretamente para protocolos de pessoas.

E os trabalhos humanos existentes envolveram contextos clínicos específicos.

Por isso, é mais correto falar em:

quantidades e protocolos estudados

do que em uma única “dose ideal de Pinealon”.

Essa diferença se torna ainda mais importante porque um produto em cápsulas, um bioregulador comercial e um peptídeo sintético de pesquisa podem possuir apresentações completamente diferentes.

Pinealon oral funciona?

Existem relatos científicos de utilização oral do EDR/Pinealon em seres humanos.

Uma revisão de 2020 descreve resultados de administração oral em idosos e em pacientes com consequências de traumatismo craniano.

Isso é particularmente interessante porque muitos peptídeos maiores apresentam baixa estabilidade gastrointestinal.

Pinealon, entretanto, é um tripeptídeo extremamente curto.

Mesmo assim, a existência desses trabalhos não permite concluir que qualquer produto oral contendo a palavra Pinealon tenha necessariamente a mesma biodisponibilidade ou produza os mesmos resultados.

Formulação, quantidade, composição e apresentação continuam sendo relevantes.

Quanto tempo usar Pinealon?

Não existe atualmente um protocolo clínico internacional padronizado que determine uma duração universal para Pinealon.

Protocolos encontrados em fornecedores e comunidades online variam bastante.

Eles não devem ser confundidos com consenso médico.

Quando analisamos a literatura científica, o mais importante é observar qual população foi estudada, qual apresentação foi utilizada, por quanto tempo e qual desfecho foi medido.

Pinealon é seguro?

A literatura disponível não revela uma base comparável à de medicamentos amplamente estudados em milhares de participantes.

Os trabalhos publicados descrevem Pinealon como um peptídeo de baixa toxicidade e relatam boa tolerabilidade em determinados contextos experimentais e clínicos.

Mas isso precisa ser interpretado corretamente.

Ausência de grandes sinais de toxicidade nos estudos existentes não significa que todos os riscos estejam completamente caracterizados.

A quantidade de dados humanos permanece relativamente pequena.

Também não há base robusta para afirmar segurança universal em:

  • gestantes;
  • lactantes;
  • crianças;
  • pessoas com doenças graves;
  • uso combinado com múltiplos medicamentos;
  • utilização prolongada fora dos contextos estudados.

Pinealon causa efeitos colaterais?

Os estudos disponíveis não fornecem um perfil de eventos adversos tão detalhado quanto aquele existente para medicamentos submetidos a grandes programas clínicos.

Por isso, listas extremamente específicas de “efeitos colaterais de Pinealon” encontradas na internet frequentemente misturam relatos informais com evidência científica.

A abordagem mais correta é reconhecer que o perfil de segurança ainda não está completamente caracterizado em grandes populações humanas.

Pinealon vs Epitalon: qual a diferença?

Embora ambos estejam associados às pesquisas de Khavinson, são peptídeos diferentes.

Pinealon:
Glu-Asp-Arg (EDR)
Pesquisa concentrada principalmente em cérebro, neurônios, cognição e neuroproteção.

Epitalon:
Ala-Glu-Asp-Gly (AEDG)
Pesquisa concentrada principalmente em regulação relacionada à glândula pineal, envelhecimento, melatonina, telômeros e telomerase.

Portanto, não são versões diferentes do mesmo peptídeo.

São sequências distintas, estudadas com objetivos diferentes.

Pinealon vale a pena?

Do ponto de vista científico, Pinealon é um dos bioreguladores curtos mais interessantes associados à escola de Khavinson porque possui uma combinação pouco comum de evidências:

  • estudos moleculares;
  • interação com DNA;
  • pesquisas de expressão gênica;
  • modelos celulares;
  • estudos animais;
  • alguns dados humanos.

Ao mesmo tempo, ainda existe uma distância considerável entre esse conjunto de pesquisas e o nível de evidência necessário para estabelecer indicações terapêuticas amplamente aceitas.

Portanto, Pinealon pode ser considerado promissor como objeto de pesquisa em neuroproteção, envelhecimento cerebral e função cognitiva, mas não deve ser vendido intelectualmente como solução já comprovada para Alzheimer, rejuvenescimento cerebral ou aumento cognitivo.

Essa distinção torna a discussão sobre o composto mais forte — e não mais fraca.

Onde comprar Pinealon?

Existem diferentes produtos comercializados sob a referência Pinealon, incluindo EDR sintético e apresentações orais de bioreguladores.

Antes de comparar apenas preço, é importante observar:

  • fabricante;
  • apresentação;
  • quantidade;
  • concentração quando aplicável;
  • composição;
  • finalidade do produto;
  • procedência.

A Quero Tudo Natural trabalha com diferentes apresentações importadas de Pinealon.

Veja Pinealon disponível para compra e compare as apresentações.

Conclusão

Pinealon é o tripeptídeo EDR (Glu-Asp-Arg), desenvolvido dentro da linha de pesquisa dos bioreguladores peptídicos associados a Vladimir Khavinson.

Sua literatura é particularmente interessante porque conecta mecanismos moleculares a pesquisas sobre função neuronal.

Os principais campos investigados incluem:

  • neuroproteção;
  • redução do estresse oxidativo;
  • regulação da apoptose;
  • memória e cognição;
  • neuroplasticidade;
  • serotonina;
  • interação com DNA;
  • expressão gênica;
  • envelhecimento cerebral.

Há evidências celulares e animais relativamente interessantes e também alguns dados em humanos, incluindo pesquisas em idosos e pacientes com consequências de traumatismo craniano.

Por outro lado, a literatura clínica ainda é pequena e fortemente concentrada em determinados grupos de pesquisa.

O cenário atual, portanto, coloca Pinealon em uma posição interessante: mais do que uma simples hipótese molecular, mas ainda longe de possuir o nível de validação clínica de uma terapia estabelecida.

Para quem acompanha a pesquisa sobre bioreguladores, longevidade cerebral e peptídeos curtos, EDR continua sendo uma molécula particularmente relevante para acompanhar.

Perguntas frequentes sobre Pinealon

O que é Pinealon?

Pinealon é um tripeptídeo bioregulador composto pelos aminoácidos Glu-Asp-Arg, também identificado pela sigla EDR.

Pinealon é um peptídeo?

Sim. É especificamente um tripeptídeo, formado por três aminoácidos.

Para que serve Pinealon?

Pinealon vem sendo pesquisado principalmente em neuroproteção, memória, cognição, estresse oxidativo, envelhecimento cerebral e regulação da função neuronal.

Pinealon melhora a memória?

Existem resultados em modelos animais e alguns dados humanos relatando melhora de parâmetros relacionados à memória. Entretanto, ainda faltam grandes ensaios clínicos independentes para estabelecer esse efeito na população geral.

Pinealon é neuroprotetor?

Estudos celulares e animais demonstraram mecanismos neuroprotetores, incluindo redução de espécies reativas de oxigênio e morte celular. A relevância clínica desses mecanismos ainda precisa de investigação adicional.

Pinealon é usado para Alzheimer?

Pinealon possui pesquisas experimentais relacionadas a mecanismos envolvidos na doença de Alzheimer, mas não é um tratamento clinicamente estabelecido para Alzheimer.

Pinealon e EDR são a mesma coisa?

Sim. EDR corresponde à sequência Glu-Asp-Arg associada ao Pinealon.

Pinealon é um peptídeo de Khavinson?

Sim. Pinealon está associado à linha de pesquisa de peptídeos bioreguladores curtos desenvolvida por Vladimir Khavinson e colaboradores.

Pinealon e Epitalon são iguais?

Não. Pinealon é EDR (Glu-Asp-Arg), enquanto Epitalon é AEDG (Ala-Glu-Asp-Gly). São peptídeos diferentes com linhas de pesquisa distintas.

Pinealon pode ser usado por via oral?

Existem estudos e produtos envolvendo administração oral de Pinealon. Isso não significa que todas as formulações disponíveis possuam biodisponibilidade equivalente.

Qual é a dosagem de Pinealon?

Não existe uma dose universal clinicamente estabelecida. Estudos utilizaram diferentes protocolos conforme apresentação, via e objetivo da pesquisa.

Pinealon tem efeitos colaterais?

Os dados disponíveis sugerem boa tolerabilidade em determinados estudos, mas a base de segurança humana é limitada quando comparada à de medicamentos extensamente estudados.

Onde comprar Pinealon no Brasil?

A Quero Tudo Natural reúne diferentes apresentações importadas. Você pode comparar os produtos disponíveis na categoria Pinealon.

Referências científicas principais

Khavinson V, Linkova N, Kozhevnikova E, Trofimova S. EDR Peptide: Possible Mechanism of Gene Expression and Protein Synthesis Regulation Involved in the Pathogenesis of Alzheimer’s Disease. Molecules. 2021;26(1):159. PMID: 33396470.

Khavinson V et al. Pinealon increases cell viability by suppression of free radical levels and activating proliferative processes. Rejuvenation Research. 2011;14(5):535–541. PMID: 21978084.

Arutjunyan A et al. Pinealon protects the rat offspring from prenatal hyperhomocysteinemia. International Journal of Clinical and Experimental Medicine. 2012;5(2):179–185. PMID: 22567179.

Fedoreyeva LI et al. Penetration of short fluorescence-labeled peptides into the nucleus in HeLa cells and in vitro specific interaction of the peptides with deoxyribooligonucleotides and DNA. Biochemistry (Moscow). 2011;76(11):1210–1219. PMID: 22117547.

Khavinson VK et al. Short peptides stimulate serotonin expression in cells of brain cortex. Bulletin of Experimental Biology and Medicine. 2014;157(1):77–80. PMID: 24909721.

Silanteva IA et al. Role of Mono- and Divalent Ions in Peptide Glu-Asp-Arg-DNA Interaction. Journal of Physical Chemistry B. 2019;123(9):1896–1902. PMID: 30762356.

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